O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reformulou a coordenação de sua campanha para o segundo turno das eleições presidenciais, trazendo uma mudança profunda na condução da sua comunicação digital. O governador reeleito do Piauí com o maior percentual entre os governadores que venceram, Rafael Fonteles, assume o comando da área publicitária e de mídia com a missão de modernizar e dinamizar a presença do candidato nas plataformas digitais.
A escolha de Fonteles sinaliza uma guinada tática na propaganda eleitoral do petista. Conhecido por defender uma linguagem mais direta, ágil e menos institucional, o governador aposta fortemente na produção de conteúdos nativos para redes sociais, como vídeos gravados em formato de selfie pelo próprio celular. O objetivo é estabelecer uma conexão mais orgânica e imediata com o eleitorado, como contraponto ao modelo tradicional de marketing político.
Internamente, o comitê avaliou que a comunicação anterior, liderada por Edinho Silva, ficou aquém do potencial necessário e pecou na organização técnica e na velocidade de resposta digital. O próprio Lula manifestou insatisfação pública com o desempenho da equipe na etapa inicial.
Para além do marketing, a engenharia política também foi redesenhada com foco na mobilização regional. O ex-ministro Camilo Santana assume a coordenação política, enquanto Rui Costa fica a cargo da agenda do presidente. A nova estrutura foca em descentralizar as ações, dando poder às lideranças estaduais no Nordeste e no Sudeste para pulverizar os novos conteúdos digitais produzidos.
No campo da mensagem publicitária, o tom do discurso também sofrerá ajustes importantes para responder à agenda do adversário. A comunicação passará a dar forte destaque ao tema da segurança pública, adotando motes mais assertivos para neutralizar as críticas da oposição. Com o segundo turno marcado para o dia 25 de outubro, a nova equipe de propaganda corre contra o tempo para implementar o formato focado em redes sociais e reverter o cenário eleitoral.






















